ALIMENTAÇÃO MACROBIÓTICA PADRÃO

A alimentação macrobiótica padrão pretende ser uma referência para qualquer pessoa interessada em mudar os seus hábitos alimentares, Deve, no entanto, ser convenientemente adaptada, consoante as diferentes estações do ano, a condição e a constituição físicas de cada pessoa.

Há quem se refira à alimentação macrobiótica como uma dieta ou um regime, mas comer bem em quantidade e qualidade, está longe de ser apenas isso, é antes uma forma de estar, é saber interagir com harmonia e de forma consciente, com o meio que nos rodeia e com tudo o que nos envolve, é respeitar o alimento que nos mantém vivos, é não agredir o ambiente e salvaguardar sempre as leis da Natureza.

O Universo está permanentemente em constante mudança. Assim como o dia dá lugar à noite, o Inverno dá lugar ao Verão. Estas mudanças acontecem de acordo com princípios dialéticos a que os povos orientais chamam de yin e yang. Alimentos mais yin expandem as nossas células, tecidos e órgãos, enquanto que os mais yang, produzem o efeito oposto, ou seja, de contração.

Por exemplo, alimentos mais yang ou concentrados como o peixe, contraem os nossos tecidos, fazem subir a temperatura do corpo e, idealmente, deveríamos consumi-los durante o tempo mais frio, ou mais yin.

A fruta, mais yin, produz mais expansão corporal, tornando mais baixa a temperatura do corpo. Assim, o ideal sera consumi-la em maior quantidade nos climas mais quentes, ou yang.

Emocionalmente, alimentos mais yang, tornam-nos mais ativos fisicamente e perspicazes ou agressivos, analíticos e com uma visão mais estreita daquilo que nos rodeia, quando ingeridos num extremo. Desta forma, se formos mais conscientes e sensatos na escolha dos alimentos que comemos no dia-a-dia conseguimos obter um equilíbrio dinâmico entre yin e yang.

Evitar alimentos extremos e optar por uma grande variedade de produtos mais equilibrados como cereais, vegetais, leguminosas, algas, sementes, peixe ou fruta, seria o ideal. As emoções agradecem pois não vão precisar de fazer exercícios forçados, tipo “montanha russa”, ora acima, ora abaixo.

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